Projetos estimulam veículos em busca de representatividade feminina

Movimentos reforçam a importância de usar mulheres como fontes de especialistas para entrevistas.
Recentemente, o veículo Financial Times, referência em jornais impressos voltados para o setor econômico mundial, constatou através de um estudo interno que mulheres representavam apenas 21% dos entrevistados de suas matérias. Visando atrair mais leitoras femininas às suas publicações, o jornal entende que existe uma correlação no engajamento entre leitoras e fontes do gênero. Após a constatação, o jornal conseguiu subir o número de fontes mulheres para 30%.
 
No Brasil, não existem veículos adotando esse tipo de iniciativa. Porém, existem projetos bem próximos dessa empreitada. O Entreviste uma Mulher, criado pela ong feminista Think olga, auxilia o trabalho jornalístico oferecendo uma planilha repleta de fontes com especialistas do gênero feminino nas mais diversas áreas, visando contribuir para dar voz às mulheres em qualquer que seja o seu segmento. O arquivo está disponível para qualquer pessoa sob curatela das mulheres do Think Olga. Outros projetos que seguem essa linha como o Mulheres também sabem, criado por um grupo de cientistas sociais, historiadoras, filosofas e comunicadoras, para que especialistas dessas áreas possam se inscrever, além de organizadores de eventos, palestras e jornalistas aproveitarem a plataforma para buscar especialistas mulheres para seus objetivos. Outro projeto semelhante é o Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras, da UFRJ, que organizou uma lista disponível on-line e gratuitamente com perfil profissional de 180 negras de áreas diferentes.
 
O empoderamento feminino passa, principalmente, pela equidade entre os gêneros. A representatividade feminina depende do poder de suas vozes e, obviamente, toda mulher tem muito a dizer e enriquecer qualquer que seja o debate. Justiça não se faz com palavras, mas com ações como estas, dos movimentos e projetos expostos nesse artigo. Acreditamos que marcas podem mudar o mundo, este é um dos pilares da Criativa Comunicação Integrada. Acreditamos que jornalistas podem cumprir o seu papel também nesse sentido e mudar a forma de se comunicar com as grandes massas, influenciando positivamente a opinião publica com vozes femininas.
 
8 de março | Dia Internacional da Mulher.
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